quinta-feira, 30 de março de 2023

Esteira trançada

minha esposa passeia pelas melhores habilidades de casa, auxiliada pelas vozes ocultas do feminino,

que são palavras da mansa sabedoria divina :: oculta-se nela o poder divinatório da comida, que a torna

qual cOra coRalina, a mulher mais forte, a minha queriDa e maior fonte :: minha esposa pinta e aumenta o pensamento

feminino dentro de nossa casa :: minha esposa não é só lindA :: é a mais linda, porque a mais feminina ::

sou da corrente marítima do valor materno :: sou o que ela, no fundo, na intimidade mais íntima

do ser perfeito cozido em sua panela, colhe como paz na colheita :: eu sou a matéria de seu útero

a mim costurado, como tenso amor cansado de guerra :: eu sou o último guerreiro que seus olhos



já cansados de procurar podem ver :: eu sou a sua cria :: eu sou a verdade pura, filtrada, última,

uma espécie de água que voa a lhe alisar as saias, ou um vento a lhe balançar as mais altas folhas :: e nessa lentidão

amorosa, que nos une desde que chegamos aqui em Goiânia, a partir de forças longínquas, reforçamos

nossas vidas - eu, como poeta amoroso, brincador, artista; ela, como a ilustração mais perfeita da mulher

mais bonita, a mais real de todas as princesas que a minha imaginação infinita a mim mesmo

deixa ver, árvore misteriosa, antiga, imensa :: a própria cor terna, perigosa e tentadora, a inspirar

o amor à pátria e à língua :

sílvia,

te amo (e feliz aniversário, daqui a dois dias :: >< vinte e dois de fevereiro de dois mil e treze ::







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Poema.: esteira trançada 

Mote: multiplas mulheres, todas elas

Par:




Mote: mulheres guerreiras

Par: minha esposa passeia pelas melhores habilidades da casa

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